Portas Interiores


A hipnose é utilizada desde tempos remotos. Ela existe desde que o homem apareceu na terra e faz parte da vida cotidiana de todos os seres humanos. Evidências foram encontradas nas pirâmides do Egito, onde a hipnose já era utilizada para curar e dar orientação psicológica e emocional. A hipnose vem passando por evoluções e amadurecimentos, chegando aos dias atuais. Hoje a hipnose possui uma forma muito mais eficaz e respeitosa para com o indivíduo.


A hipnose moderna, desenvolvida por Milton Erickson, na década de 50, acrescentou um série de mudanças na filosofia e na prática do cultivo do transe hipnótico, em que a compreensão integral e detalhada do ser humano, a percepção no momento AGORA são abordadas como peças fundamentais.

O respeito para com a pessoa que está sendo hipnotizada é outro grande diferencial, pois o aplicador (hipnólogo) possui a atitude de respeito e compreensão de que a pessoa que se submete ao processo de hipnose, em busca de soluções para os seus problemas ou duvidas, já possui as soluções das quais necessita para solucionar ou amenizar seus dramas. Ela só não possui a consciência, ainda. Como se os próprios problemas que a levaram a procurar ajuda contivessem, dentro de si mesmos, o conhecimento embutido das soluções.

A hipnose estimula a criatividade do indivíduo a gerar soluções a partir de diferentes formas de compreender seus dramas e, as sugestões, quando ocorrem, se relacionam mais com o processo da experiência interior, do que com o conteúdo dela.

O relaxamento proporcionado pela hipnose desperta recursos adormecidos nas pessoas, além de facilitar a cura de doenças como depressão, fobias e outras.

Mas o grande presente que guarda a hipnose moderna são as transformações generativas, isto é, promover mais mudanças e resultados do que aqueles que foram originalmente pretendidos. Um exemplo disso é uma pessoa que tenha um bloqueio sobre não conseguir dirigir um carro: ao final do trabalho interior pode constatar que não somente o bloqueio para a dirigir o carro se transformou, mas também algum outro medo, compulsão, insegurança, foram transformados. Ou mesmo um controle maior de suas emoções, autoconfiança, maior percepção para outras atividades podem ter se potencializado.

Sendo assim, um aspecto chave importante da utilização dessa poderosa ferramenta é a habilidade do indivíduo de compreender cada sinal ou percepção de si mesmo, na medida em que estabelece um ou mais canais de comunicação com sua própria mente inconsciente. É estar receptivo e atento a essa comunicação, composta de lembranças, sensações, percepções, imagens e mensagens.

Mas para saber mais, você precisa “experienciar”. Quem sabe poderemos usar, nesse momento, a sua mente inconsciente, se ela estiver interessada ou disponível para tal experiência. Perceba se nesse exato momento você tem aí dentro de si algum sintoma (dor de cabeça, de estômago, no abdômen ou no ventre, nas costas ou em qualquer outro lugar). Você pode perceber também alguma sensação específica em algum lugar (calor, formigamento, pressão ou peso), ou quem sabe algum sentimento (de medo, ansiedade, angústia etc.). Pare por alguns instantes e localize onde está esse sinal em seu corpo.

Isso mesmo, agora reserve alguns instantes para absolver e sentir esses sinais corporais, “como se” você fosse atender alguém batendo à sua porta ou campainha em seu “castelo” (que é seu próprio corpo). Agora, apenas “abra a porta”. Não tente livrar-se desse sinal corporal. Foque sua atenção no local em que o sinal de apresenta, e espere por pensamentos, memórias ou idéias que porventura se apresentem à sua consciência.

Observe, agora, que, se você tiver coragem de não julgar e aceitar esses impulsos e movimentos inconscientes, ao final de alguns instantes algo pode ter mudado, ter se transformado. Pode ser a localização dessa sensação original, a intensidade, a percepção, ou mesmo a qualidade dos sentimentos, emoções e lembranças que podem ter vindo à sua mente.

Esses sinais corporais são chamados de inconscientes. É como se “alguém” batesse às suas portas interiores. São mensagens, “chamados” que devem ser atendidos pois eles tendem a se transformar em sintomas, podendo culminar ocasionalmente em doenças, apenas porque não aprendemos a ouvi-los e aceitá-los

Sendo assim, vamos aprender a ouvir nossa sabedoria interna e a hipnose está ai para ajudar nesse caminho.

Eliane Santos
Trainer em Programação Neurolingüística,
Certificada em Hipnose Ericksoniana, Renascimento e Treinamento Comportamental 


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